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BRASKEM DESENVOLVE RESINA TERMOPLÁSTICA PARA A BRASILIT

A Petroquímica Braskem desenvolveu uma nova resina de propileno para a fabricação de telhas e caixas d´água pela Brasilit, empresa do grupo francês Saint Globain. O contrato fechado entre as duas empresas fez com que a Brasilit substituísse suas importações (do Japão e da China) de acetato de polivilina (PVA), uma fibra de plástico pela resina nacional.

A Brasilit investiu R$200 milhões na construção de uma fábrica em Jacareí (SP), e no projeto de pesquisa para uso do fio de polipropileno como matéria prima para substituir o PVA (ou o amianto). A nova unidade, inaugurada no final de janeiro deste ano, tem capacidade para processar oito mil toneladas de polipropileno por ano. A resina foi desenvolvida no Centro de Tecnologia e Inovação Braskem, localizado no pólo petroquímico de Triunfo (RS), que já registrou 105 patentes no Brasil e no exterior. A Braskem vai investir R$ 50 milhões neste ano no desenvolvimento de novos produtos.

"A Braskem desenvolveu um `grade` especial que consegue transformar o polipropileno em uma fibra de alta tenacidade", disse o vice-presidente da unidade de Poliolefinas da Braskem, Luiz de Mendonça. A Braskem va fornecer entre oito mil e dez mil toneladas anuais para a Brasilit. A empresa, disse Mendonça planeja vender a resina para outras empresas, a partir de 2005. Segundo o executivo, o mercado de fibra de alta tenacidade tem um potencial de consumo entre 20 mil toneladas a 25 mil toneladas anuais no Brasil.

A capacidade de produção dessa resina pela Braskem deverá atingir cerca de 25 mil toneladas em 2005. Na próxima semana, a Braskem deverá anunciar a expansão da sua capacidade de produção de polipropileno, em Triunfo (RS), das atuais 550 mil toneladas anuais para 650 mil toneladas por ano. A Brasilit decidiu em 1.999 não usar mais o amianto como matéria prima para a fabricação de telhas e caixas d`água. O uso do amianto foi banido em diversos países por ser considerado, por alguns especialistas, como material nocivo a saúde. A empresa passou a importar o PVA, mas o insumo passou a ficar caro com a desvalorização do real.

A Brasilit então começou a pesquisar o uso de uma matéria-prima alternativa. Segundo Mendonça, a partir da solicitação da Saint - Gobain, a Braskem desenvolveu uma resina plástica (poliprolileno) que pode ser transformada em fios de altíssima tenacidade. Segundo Mendonça, o polipropileno é cerca de 20% mais barato que o PVA.

 


27/08/2004