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NOVA TECNOLOGIA PARA EMBALAGENS TIPO LONGA VIDA

Como resultado de uma grande parceria das empresas Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental, foi inaugurada no dia 13 de maio uma fábrica em Piracicaba (SP) para a reciclagem de embalagens longa vida utilizando tecnologia de plasma térmico. Com isso, o alumínio e plástico presentes nestas embalagens poderão ser totalmente separados e reutilizados para diversos fins. Até então, apenas o papel das embalagens cartonadas era separado e reciclado.

Foram investidos cerca de R$12 milhões na nova planta, sem quaisquer tipos de recursos governamentais ou incentivos fiscais.

O uso de tecnologia de plasma para a reciclagem de embalagens é inédito no município, resultado de 7 anos de pesquisa por especialistas brasileiros. De acordo com a TSL Ambiental, o sistema usa energia elétrica para produzir um jato de plasma a 15.000 ºC para aquecer a mistura de plástico e alumínio dentro do reator, operando com 85% de eficiência energética. Ao final do processo, o plástico é transformado em parafina e o alumínio é recuperado com 99% de pureza. A Alcoa, que fornece a folha fina de alumínio da embalagem para a Tetra Pak, utiliza o alumínio reciclado para produzir novas folhas e a parafina é vendida, segundo as empresas, para a indústria petroquímica nacional. O papel, extraído antes do processamento a plasma, é reciclado e transformado em papelão pela Klabin. Para facilitar o processamento dos materiais, a nova planta foi construída ao lado da fábrica da Klabin.

O reator a plasma tem capacidade para processar 8 mil toneladas por ano de plástico e alumínio, o que equivale à reciclagem de 32 mil toneladas de embalagens longa vida, já que estas são constituídas por 75% de papel, 20% de plástico e 5% de alumínio. De acordo com os responsáveis pela planta, a emissão de poluentes no processamento dos materiais, feito na ausência de oxigênio, é próxima de zero.

A TSL Engenharia Ambiental, que desenvolveu a tecnologia para reciclagem dos materiais via plasma térmico, será responsável pela operação da nova fábrica.

Os responsáveis pela nova planta acreditam que, com o início da reciclagem do alumínio e do plástico, o preço das embalagens longa vida pós-consumo deva subir até 30%.

A TSL já fechou contrato com uma empresa na Espanha para a construção de uma planta semelhante à de Piracicaba.

 



Fonte: Revista Saneamento Ambiental
(Maio/Junho de 2005)