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EMBRAPA TEM PROJETO DE APROVEITAMENTO DE LODO
Pesquisadores da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – de
São Carlos SP realizaram um estudo e concluíram que é possível
transformar lodo de esgoto doméstico em adubo orgânico. Segundo
a Embrapa, a inovação no processo está no uso combinado
de técnicas de compostagem e maturação do lodo, associado
a outros resíduos vegetais, que levam a um produto final de excelente
qualidade fertilizante sem impactos negativos para o ambiente.
Os experimentos foram feitos com o lodo de esgoto da Estação
de Tratamento do condomínio Riviera São Lourenço, em
Bertioga, litoral norte de São Paulo, empreendimento da Sobloco, com
quem a Embrapa Instrumentação Agropecuária firmou convênio
no ano passado, com o objetivo de encontrar uma alternativa para o lodo produzido
no local. Durante a temporada de verão são produzidos 500 metros
cúbicos de lodo de esgotos no condomínio, além de outros
600 metros cúbicos de vegetação que são recolhidos
mensalmente nas áreas públicas e privadas da Riviera.
Atualmente, a Sobloco estoca o material e depois o envia à Sabesp – Companhia
de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – em cerca
de 20 carretas, a um custo de R$ 20 mil. O transporte do lodo leva em média
uma semana.
O acordo firmado com a Embrapa previa a execução de um
projeto piloto que apontasse a melhor forma de compostagem dos resíduos,
em menor tempo e que fosse eficiente na eliminação de agentes
patogênicos. Com os bons resultados da pesquisa, a idéia é agora
utilizar os resíduos orgânicos como fertilizantes naturais.
Os pesquisadores empregaram métodos de biodigestão e acompanharam
o processo através de análises químicas convencionais
e técnicas laboratoriais avançadas, que utilizam campos magnéticos
e radiofreqüência, entre outras, para verificar a composição,
o potencial fertilizante obtido pelo processo de biocompostagem. Foram analisadas
ainda as presenças de metais pesados e de microorganismos patogênicos,
visando à qualidade ambiental e sanitária do composto gerado.
Fonte: Revista Saneamento Ambiental (Julho/ Agosto de 2004)