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CPqD E LG FIRMAM PARCERIA VOLTADA PARA A RECICLAGEM DE BATERIAS
Com vistas a colaborar com a conservação do meio ambiente
no Brasil, o CPqD – Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações
de Campinas e a LG – empresa coreana reconhecida como uma das principais
fabricantes de aparelhos celulares do mundo – firmaram um convênio
que viabilizará o desenvolvimento de uma tecnologia para a reciclagem
das baterias de lithium íon, que vem sendo largamente empregada nos
novos aparelhos celulares disponíveis no mercado brasileiro.
O CpQD possui o maior laboratório de baterias do mundo e , desde
a década de 80, é um grande centro de referência em
estudos e avaliações de baterias recarregáveis para
o uso em telecomunicações. A LG, por sua vez, em operação
no Brasil desde 1997, tem como missão criar produtos com a mais alta
tecnologia digital e serviços inovadores para tornar a vida dos consumidores
mais prática e agradável.
A parceria será financiada com recursos da Lei da Informática
e será de grande valia para se encontrar a resposta sobre quais são
os efeitos nocivos desse produto no meio ambiente.
Para Francisco Siqueira de Souza, gerente do CpQD, o projeto é altamente
desafiador. “Há, no mundo, poucas empresas de reciclagem de
baterias de lithium íon. Estamos colocando a expertise do CpQD a serviço
da preservação do meio ambiente”.
A experiência é totalmente inovadora. No Brasil e no exterior há poucas empresas que estejam reciclando baterias. Segundo Ciro Hernandes, gerente de P&D da LG, a iniciativa surgiu da preocupação com as questões ambientais, o que levou a empresa a aliar-se ao CpQD pela competência comprovada sobre o tema em questão.
Conforme conta Souza, não basta ter somente uma metodologia para reciclar as baterias – objetivo principal deste projeto: é importante ter uma conscientização de todos os setores para esta questão. “O Conama poderia ampliar a resolução 257, de junho de 1999, por exemplo, na revisão que está em curso, de forma a cobrir a obrigatoriedade para baterias com tecnologia de lhitium íon, pois hoje esta resolução só trata de baterias de chumbo, cádmio e mercúrio. Deve ser desenvolvida, também, uma campanha de conscientização do público em geral, focando a importância da devolução das baterias, depois de usadas, nos postos de coleta, evitando-se que as mesmas sejam descartadas em lixo comum. Isto é valido para todas as tecnologias de baterias, cujo uso tem crescido de forma geométrica com o avanço da eletrônica”, explica o gerente.
“A previsão da conclusão dos estudos é de cerca
de 18 meses. Após este prazo, a LG poderá transferir para o
mercado a tecnologia desenvolvida em parceria conosco”, conclui Souza.
Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial (Setembro/ Outubro de 2004)