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CENTRAIS DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS
As possibilidades encontradas nos diversos tipos de tratamento
Um dos principais problemas do gerenciamento de resíduos
industriais é o transporte. É nessa etapa que grande maioria
dos acidentes, com conseqüências ambientais, acontecem. Isso porque
as distâncias percorridas entre os locais geradores de resíduos,
os de tratamento e os de destinação final são muito
grandes. De acordo com a classificação do resíduo, ele
pode necessitar de uma ou mais tecnologia de tratamento. Com isso, o caminho
percorrido pelos traslados aumenta. Uma saída criada para diminuir
os riscos ambientais com possíveis acidentes no trajeto e até economizar
nos custos do transporte foi as Centrais de Tratamento de Resíduos
(CTR).
Segundo entendimento da Associação Brasileira de Empresas de
Tratamento de Resíduos (ABETRE), são considerados CTRs as unidades
que contam com duas ou mais tecnologias de tratamento de resíduos.
O objetivo dessas Centrais é racionalizar a logística dos resíduos,
para que dentro de uma área seja possível atender a diversas
tipologias de tratamento.
Para Luiza Galdeano, gerente operacional da Essencis – uma das empresas privadas de São Paulo que oferecem diversas técnicas de tratamento e destinação final num único local -, são muitos os motivos que viabilizam esse tipo de empreendimento. “O gerador deve conhecer o processo de rastreabilidade que o prestador de serviço aplica para destinação de seus resíduos, bem como os cuidados operacionais e as avaliações ambientais realizadas durante a operação. Deve avaliar ainda os meios que o fornecedor utiliza para garantir os recursos necessários às obras de fechamento e monitoramento após encerramento da atividade no local. Se todas as atividades estão concentradas em um único local, há possibilidade de manter um controle mais rigoroso dos aspectos citados”.
Analisar necessidades: tarefa primordial
O mercado de tratamento de resíduos é muito amplo, com diversas
possibilidades, por isso não é imprescindível implementar
todas as estruturas que uma central de tratamento de resíduos pode
abrigar. Isso depende da necessidade do mercado local e da viabilidade econômica.
Luzia defende que atualmente essa é a melhor opção. “As
CTRs permitem um nível maior de controle e conforto ao gerador, pois
se uma tecnologia não for aplicável ao caso pré-definido,
não há obrigatoriamente a necessidade de retornar ao gerador
para buscar a solução definitiva.
Muitas vezes, o resíduo pode ficar aguardando um novo destino autorizado para órgão ambiental local na própria CTR, em área impermeabilizada e coberta, cão seja esse o seu interesse, ao invés de retornar, armazenar em local muitas vezes inadequado, para, então, remeter seu resíduo ao novo destino, que muitas vezes pode ser atendido pela própria central de tratamento, em área diversa originalmente pretendida”.
Essas e outras facilidades fazem com que as Centrais de Tratamento de Resíduos sejam uma tendência para o futuro próximo no mercado de resíduos. Por isso, Luzia dá uma dica para os futuros clientes de CTRs. “Cada aparato implantado deve ser criteriosamente avaliado no âmbito funcional para evitar problemas futuros”.
Fonte: Revista Gestão de
Resíduos (efg editora)