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REGIÃO VAI RECEBER MAIS DOIS ECOPONTOS ATÉ O FIM DE FEVEREIRO
Áreas de descarte de entulho e material reciclável evitam abandono em córregos e terrenos
Até fevereiro, começam a funcionar os dois mais novos ecopontos da cidade nas Subprefeituras da Vila Prudente e de São Miguel. São espaços para a deposição de entulho de construção e coleta seletiva de papel , plástico e metais. Os locais ainda estão sendo definidos. A região já contava com unidades na Mooca e no Tatuapé. Construídos pela Secretaria Municipal de Serviços, em parceria com as subprefeituras, os ecopontos têm o objetivo de livrar terrenos desocupados e córregos de resíduos abandonados.
Geralmente localizados em área de fácil acesso, os postos dispõem de rampas em que as pessoas entram com seus carros e despejam o material nas baias, como em um drive-thru. Somente o ecoponto Bresser - Praça Giuseppe Cesari, embaixo do Viaduto Bresser – tem recolhido uma média de 250 metros cúbicos por mês entre sobras de construção, objetos descartados e recicláveis.
Segundo a Subprefeitura da Mooca, um dos principais problemas
da região era o descarte clandestino nas ruas. Assim, em outubro foi
lançada a campanha Não Jogue seu Bairro no Lixo, em parceria
com escolas, associações de moradores e empresários.
O segundo equipamento da área fica na Avenida Salim Farah Maluf, 1709,
no Tatuapé. Os ecopontos funcionam de segunda a sexta-feira, das 08 às
17 horas.
Caçambas
De acordo com a secretária-adjunta de Serviços, Fernanda Bandeira de Mello, a cidade já dispõe de 4 unidades do gênero e mais 36 devem ser construídas ainda este ano. “Nossa proposta é terminar 2006 com 45 espaços”, afirma. Nesse caso, seriam incluídos os que estão em construção.
Para ela, o equipamento é importante para pessoas que fazem pequenas reformas
e não têm condições de contratar caçambas que,
ao menos teoricamente, levam o material até um dos aterros da Prefeitura.
“O descarte irregular de lixo nos córregos e nas ruas é um dos grandes problemas ambientais de São Paulo”, afirma a secretária. O projeto dos ecopontos surgiu ainda na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e integra as medidas que a administração municipal deve desenvolver para garantir uma melhor qualidade de vida ambiental, de acordo com a Agenda 21, programa mundial para redução da poluição.
O propósito da Prefeitura é construir pelo
menos três espaços desta natureza em cada uma das 31 subprefeituras,
até o fim do mandato do prefeito José Serra (PSDB).
Morador da Vila Jacuí, na região de São Miguel Paulista,
o pedreiro Juarez de Lima Souza, está entusiasmado com a possibilidade
de ter local adequado para depositar o entulho das obras em que trabalha, quase
todas nas imediações.
“O pessoal contrata as caçambas, mas a gente nunca sabe se os ‘caçambeiros’ levam
o lixo para o lugar certo”, justifica. Os temores de Lima têm sentido.
Boa parte das empresas de caçambas não são registradas na
Prefeitura que, por conta disso, não tem condição de fiscalizar
seu serviço.
No site da Prefeitura (www.prefeitura.sp.gov.br), a Limpurb disponibiliza
uma lista de empresas de entulho cadastradas. Na capital, há quatro
ecopontos em funcionamento, na Praça Giuseppe Césari, 54,
baixos do Viaduto Bresser, Belém; Avenida Salim Farah Maluf, 179,
alça de acesso à Marginal do Tietê, sentido Penha;
nos baixos da Ponte Ari Torres e Viaduto República da Armênia.
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Números
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36
ecopontos Devem ser construídos ainda este ano |
4
ecopontos Já estão em funcionamento |
5
ecopontos Estão em obras |
31
subprefeituras Devem ter três ecopontos cada até o fim
da gestão do prefeito José Serra |
250
metros cúbicos Por mês de material são depositados
apenas nos baixos do Viaduto Bresser |
15
centrais de triagem Recebem o material depositado nos ecopontos
e encaminham para comercialização. O material de origem
mineral como concreto, argamassa e alvenaria, é levado para
o aterro municipal de Itaquera e usado na pavimentação
de ruas |
Fonte: O Estado de São Paulo – Estadão
Leste
(13 de Janeiro de 2006)