<%@LANGUAGE="VBSCRIPT" CODEPAGE="1252"%> Apetres

 

Torre Solar, melhor projeto de geração de energia renovável

Paulo Antunes

Um dos temas mais presentes nos dias atuais é aquele que trata do desenvolvimento sustentado, ou seja, aquele que incorpora com o mesmo peso e valor, as dimensões econômica, social e ambiental. A geração de energia está inserida neste contexto e é cada vez mais amplo o espaço para as fontes de energia que não comprometam a qualidade ambiental, sejam economicamente viáveis e socialmente justas. A Apetres traz para a sua “Home page” essa discussão. Afinal, a geração de energia a partir do lixo também é um aspecto a ser considerado no debate sobre esse tema.
Nesta oportunidade entrevistamos o engenheiro florestal Saulo Machado de Souza, sócio proprietário da SMS – Assessoria Empresarial e Ambiental e representante da EdRB, uma empresa formada pelas empresas Rischbieter Engenharia Ltda, Enerco Energia e Cogeração Ltda. e a Orion Campinas Ind. E Com. De Equipamentos para Inform. Ltda. A EdRB atua com a produção de energia elétrica com fontes renováveis e não poluentes de energia. Na entrevista o especialista em energias alternativas apresenta as tecnologias que sua empresa representa no Brasil, explica a importância do fomento às fontes de energias alternativas e diz acreditar que esta será a solução para os problemas de falta de energia, falta de investimentos e diversificação da matriz energética brasileira.

Apetres – Por que os governos e empresas precisam mudar ou incorporar novas tecnologias de geração de energia?
Saulo – Deixar de consumir combustível de origem fóssil, como o petróleo, ainda não é uma realidade possível. No entanto, muito se tem estudado para entender quais as conseqüências do uso indiscriminado do petróleo e seus derivados. A principal é o aquecimento global, também conhecido como efeito estufa, com mudanças significativas no clima do Planeta e previsão de grandes catástrofes ambientais se esta tendência não for freada e revertida. Por isso, a estrutura energética dos países e das grandes empresas deve ser estrategicamente flexível. Ou seja, não deve haver dependência de um único sistema ou fonte de geração. Não restam dúvidas de que a energia limpa e a produção de produtos amigos da natureza são bem vistas pela sociedade e cada vez mais vão movimentar o mercado consumidor. Incorporar novas tecnologias de produção de energia significa contribuir para um mundo mais saudável e a garantia de renovação constante dos sistemas de produção de energia.

Apetres – E quais são estas alternativas que já estão disponibilizadas pela EdRB para o mercado brasileiro?
Saulo – Entre as tecnologias que representamos no Brasil estão a Torre Solar, com um coletor Solar, a geração de Energia Eólica e a Gaseificação de Biomassa.

Apetres – Faça uma breve descrição dessas tecnologias.
Saulo – A Torre Solar consiste na produção de um turbilhão de ventos por meio dos princípios do efeito estufa. O coletor solar, da Schlaich Bergerman und Partners – Dish Stirlig, é responsável pela captação e transferência da energia solar. A concentração da irradiação se dá em um só ponto, por meio de uma parabólica. O projeto que apresentamos é capaz de produzir 200MW de energia, e é capaz de abastecer 500 mil famílias com energia elétrica, sem qualquer consumo de água, sem geração de poluentes e ainda, gerar 4.000 empregos diretos e outros 70.000 indiretos. A implantação do projeto conta com o subsídio do Governo Alemão.

Apetres – E, os outros projetos são também assim tão vantajosos...
Saulo - Os geradores de energia Eólica apresentam uma nova performance e eficiência, em relação a outras tecnologias já conhecidas. Com a nossa tecnologia foram reduzidas as partes existentes entre o motor e o gerador. Além disso, o fato de não necessitar de energia de excitação, apresentar longa vida útil, pois, tem baixa rotação no gerador, boa dissipação de calor, baixos índices de manutenção e montagem simplificada, são fatores importantes para a tomada de decisão na hora da compra desta tecnologia. Já o Gaseificador, da Mühlen GMBH&Co.Kg é um sistema que produz energia elétrica, ar frio, ar quente e vapor por meio da gaseificação da biomassa. O princípio: o gaseificador faz a conversão da biomassa em gás com mais eletricidade e maior quantidade de vapor para o processo. Aceita rejeitos da indústria de óleos, papéis, palha de cana, madeira picada, biomassa em geral. É o sistema mais eficiente de consumo de biomassa em produção de energia existente. Pode produzir até 16 MW/h de energia.

Apetres – No seu entendimento, por que não existe uma aplicação mais ampla destas e de outras tecnologias alternativas, uma vez que são consideradas vantajosas nos aspectos ambiental, social e econômico?
Saulo – O conservadorismo do empresariado é uma marca nacional. A aversão ao risco e a eterna visão de que obras de infra-estrutura básica são de responsabilidade única e exclusiva dos governos é o que se tem apregoado pelos quatro cantos do País. Isso explica porque a produção industrial brasileira vem andando de lado a pelo menos doze anos e seus avanços são de moderados a baixos. Saímos do posto de oitava economia do mundo para a décima quinta colocação. Além disso, porém, também é verdade que não existe uma política clara do governo federal para o setor de energia, que de garantias de estabilidade, com regras claras e preços reais.

Apetres – Pois é, a propósito de política de governo, recentemente o Ministério de Minas e Energia anunciou que a Eletrobrás vai contratar 3.300MW de energia gerada por fontes renováveis. Segundo o governo, com isso, o Proinfa vai promover a diversificação da matriz energética brasileira. A EdRB vai se credenciar e participar deste esforço? Com quais das tecnologias? Quais recursos serão necessários para viabilizar estas unidades de geração?
Saulo - A EdRB está apresentando ao MME suas propostas de produção de energia renovável. A produção de 3.300 MW de energia para o país é um patamar muito menor que o esperado pelo mercado. A matriz energética será bombasticamente alterada quando o primeiro projeto da Torre Solar entrar em operação no Nordeste semi-árido brasileiro. Este será o maior impacto do setor energético nos últimos 90 anos, pois, será a energia do semi-árido a custo abaixo da energia produzida por uma hidroelétrica que vai fazer o país dar um salto de desenvolvimento e integrar ao País os 20% que estão esquecidos.

Apetres – O senhor não está sendo um tanto ufanista, exagerando...
Saulo – Não. Será lá, no semi-árido, o futuro do setor de energia do País. Viabilizar economicamente a geração de energia no semi-árido não é uma questão de custo, pois a energia produzida pelo projeto Torre Solar possui preço compatível com a produção de energia por meio de hidrelétricas. Obviamente os primeiros projetos terão uma pequena diferença de investimento, no entanto, transferida a tecnologia para o Brasil, toda a operação será revolucionária e o Brasil será então o maior produtor de energia limpa do mundo. Portanto, a vontade de produzir energia limpa depende de uma decisão política. Nosso entendimento é de que o Brasil vai enxergar que energia limpa pode ser produzida a um custo aceitável, equivalente a outras fontes de energia e vamos ter o semi-árido repleto de discos produzindo energia, gerando trabalho e riqueza.

Apetres – O Brasil corre riscos de novos apagões? O fato de nossa matriz energética ser essencialmente hidrelétrica preocupa? A diversificação é, enfim, a alternativa viável?
Saulo – Não resta dúvidas. O Brasil corre risco de novos apagões. Os investimentos no setor de produção de energia e transmissão tem sido menores que os necessários. Estamos criando um passivo de demanda energética que vem inibindo os investimentos em novas indústrias e de novos projetos de produção. De outra parte, como a nossa matriz é dependente da hidroeletricidade, um ano pouco chuvoso pode gerar desequilíbrios nas represas especialmente se houver o crescimento econômico anunciado pelo Governo Federal, reprimindo ainda mais a demanda por energia elétrica. Por fim, a diversificação da matriz é uma solução sim, pois ela evita novos colapsos no sistema de energia do país. Ademais, optar por produzir energia limpa é uma visão de inteligência e sensibilidade no momento histórico em que vivemos. Nós da EdRB advogamos que produzir energia por meio do Sistema Torre Solar é a saída mais inteligente e viável economicamente que se apresenta para o momento e...

Apetres - ... mas prezado Saulo, mais uma vez, não há um exagero nesta sua afirmação...
Saulo - De modo algum. Basta saber quando os governos vão enxergar esta idéia gigantesca de produção e conservação de energia que certamente vai refletir positivamente na vida de todos os brasileiros. Trata-se de um projeto de energia renovável a custo financeiro aceitável e potencial para viabilizar a totalidade da produção industrial brasileira, com custos abaixo da energia produzida pela hidroeletricidade.