Por seu afastamento, previsto paraoutubro, Tony Hayward receberá uma indenização de mais de US$ 1,5 milhão e conservará seus direitos à aposentadoria de quase US$ 910.000 por ano.
Veja os diferentes elementos relativos à sua remuneração e as condições de seu afastamento, segundo comunicados pelo grupo petrolífero.
INDENIZAÇÃO POR AFASTAMENTO
Hayward receberá uma indenização contratual equivalente a um ano de salário, ou seja, US$ 1,5 milhão.
SALÁRIO
Até o dia de seu desligamento efetivo da administração da BP, Hayward continuará a receber seu salário atual.
APOSENTADORIA
O diretor-geral, de 53 anos e que construiu quase 30 anos de carreira dentro da BP, acumulou no fim de dezembro de 2009 direitos para a aposentadoria por um valor total de US$ 17 milhões, que lhe permitirão receber uma aposentadoria anual com taxa plena de US$ 910.000 a partir dos 65 anos.
Ele poderá, se quiser, pedir sua pensão a partir dos 55 anos, mas isso implicaria em um desconto no montante anual.
AÇÔES
Segundo a BP, Hayward detém 576 mil ações do grupo, além de uma série de opções de compra de ações acumuladas ao longo de sua carreira.
Nesta terça-feira (27), suas ações valem cerca de US$ 3,7 milhões.
REMUNERAÇÃO FUTURA
Hayward deve ser integrado ao conselho da administração da empresa do grupo na Rússia, TNK-BP, como administrador não executivo. As condições de sua remuneração neste cargo ainda não foram divulgadas.
SUCESSOR
A remuneração do sucessor de Tony Hayward na direção-geral da BP, Bob Dudley, ainda não foi anunciada.
Ela deve ser revelada no próximo ano no relatório anual do grupo, que será divulgado antes da assembleia-geral dos acionistas.
Esse documento sempre contém um capítulo reservado à remuneração dos dirigentes.
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