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Ibama multa suspeitos de organizar safáris para caçar onças no Pantanal.    
Fonte: Folha On Line

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de Mato Grosso do Sul aplicou R$ 55 mil em multas nesta quinta-feira a oito pessoas presas em flagrante por suspeita de envolvimento num esquema de caça ilegal de onças no Pantanal e na Amazônia.

Três deles receberam multas de R$ 10 mil cada. Segundo a Polícia Federal, elas fazem parte do grupo que organizava e oferecia os "safáris" a US$ 1.500 (R$ 2.600,00) por pessoa.

Entre os autuados está o dentista e professor universitário Eliseu Augusto Sicoli, de Cascavel (PR), apontado como o chefe da quadrilha.

Cinco turistas estrangeiros (quatro argentinos e um paraguaio) receberam multa de R$ 5.000 cada um.

As prisões em flagrante foram feitas na terça-feira (20) pela manhã, em uma fazenda de Sinop (500 km de Cuiabá), quando os suspeitos se preparavam para mais uma caçada pela região.

As multas, diz o Ibama, foram aplicadas com base nos materiais encontrados no local --armas e apetrechos de caça. "[As multas] foram em dobro para os organizadores dos safáris por se tratar de matança de animais ameaçados de extinção como é o caso da onça pintada", disse o Ibama, em nota.

As caçadas ocorriam em fazendas no Pantanal, na Amazônia e na imediações do Parque Nacional do Iguaçu (PR).

TONHO DA ONÇA

Até a noite de hoje, a PF ainda não havia conseguido prender o caçador Antônio Teodoro de Melo Neto, 65, conhecido como o Tonho da Onça. De acordo com a PF, o caçador, que dizia ter matado mais 600 onças, era o principal mateiro à frente das caçadas ilegais do grupo.

A Folha não conseguiu contato com advogados ou familiares do dentista Eliseu Sicoli e de Tonho da Onça.



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